Um filme Brasileiro muito bem produzido e que é digno de criticas é "Paraísos Artificiais", com um roteiro muito bem pensado, tráz a tona um assunto polêmico que está tão massificado na sociedade, o êxtase, Bala, MD e derivados. Vale a pena conferir.
Sinopse:
Erika (Nathalia Dill) é uma DJ de relativo sucesso e muito amiga de Lara (Lívia de Bueno). Juntas, durante um festival onde Erika trabalhava, elas conheceram Nando (Luca Bianchi) e, juntos, vivem um momento intenso. Entretanto, logo em seguida o trio se separa. Anos depois Erika e Nando se reencontram em Amsterdã, onde se apaixonam. Só que apenas Erika se lembra do verdadeiro motivo pelo qual eles se afastaram pouco após se conhecerem, anos antes.
Assista o Trailer:
Crítica:
De Roberto Cunha
O maior desafio para o produtor Marcos Prado, de Ônibus 174, Tropa de Elite e Tropa de Elite 2(os mais conhecidos), era estrear como diretor de ficção, livre do peso que essas obras pudessem jogar em suas costas. Afinal, a cobrança por algo de calibre semelhante, quer ele queira ou não, é um caminho natural. E a primeira coisa que dá para dizer de Paraísos Artificiais é mesmo não sendo tão forte como os outros, ainda assim existe algo em sua pegada que pode fazer efeito no público. Na história, um jovem se deixou levar pela ideia do dinheiro fácil para solucionar problemas difíceis e ao bancar a mula para traficantes internacionais acabou perdendo anos de sua vida atrás das grades.
Já livre, ele vê seu irmão trilhar caminho parecido, fazendo com que reflita sobre seu passado sem imaginar que uma antiga paixão, também daquele mundo, se fará presente. Com uma narrativa não linear, o roteiro vai e volta no tempo para mostrar como os protagonistas Nando (Luca Bianchi) e a DJ Erika (Nathalia Dill), de certa (e toda) forma levados pelos amigos Patrick (Bernardo Melo Barreto) e Lara (Lívia de Bueno), mergulharam numa espiral de escolhas, movidas pela emergência.
"De fato, esse é o maior alerta do filme e é assustador. Se o poeta Baudelaire dizia que a felicidade é feita de pequenos prazeres, os personagens megulham de cabeça nessa máxima através da experimentação (drogas novas ou um sexo a três), sem ligar muito para uma possível viagem ruim ou sem volta, seja ela psíquica ou física, como a morte. Para eles, o futuro é o agora."
Do elenco afiado, pululam personagens jovens, sobrando para o veterano Roney Villela o papel de "guru" infiltrado na horda festiva. Em função disso, são dele algumas frases bem humoradas, que podem incomodar os mais exigentes, achando-o caricato demais, esquecendo que esses coroas, que não "abandonam" a juventude, existem de verdade. Entre as curiosidades, uma ponta do diretor bancando um paizão boa praça e cabeça feita.
De Amsterdã ao nordeste do Brasil, o universo dos frequentadores de festas longas, regadas a drogas sintéticas, está bem retratado. Não será difícil para o espectador comum (não frequentador desses ambientes) se sentir levemente entorpecido por cenas de muito bom gosto, sem exageros estéticos e com boa dose de ousadia no quesito sexo. O mesmo acontece com a trilha sonora, em total simbiose com as sequências, capaz de convencer até mesmo os que não curtem o gênero "bate-estaca" tão comum nestes locais de pouco amor e muito ecstasy.
Assim, essa produção dá seu recado com diálogos não muito longos e imagens sensoriais, que valem mais do que mil palavras.
Críticas AdoroCinema Paraísos Artificiais
Confira fotos | Making Of
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| Diretor de fotografia |
| Distribuição brasileira (Lançamento) | |
| Produção |
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Will minha doçura de pessoa, adorei o Blog, eu quero assistir o filme sugerido, ahhhh um que amei e voce também pode dar como e assistir se nao assistiu né?!! é Vicky Cristina Barcelona (2008) ASSISTE, depois me conta!! beijos presente de my life!!!
ResponderExcluirObrigado pelo comentário Pri, o filme Vicky Cristina Barcelona (2008) eu ainda não assisti mas pelo trailer eu já me encantei... o elenco é fantástico "Scarlett Johansson-Rebecca Hall-Javier Bardem" figurinhas que deixam o filme com um toque especial! vou alugar amanhã mesmo!
ResponderExcluirAchei esse filme bom, nada mais que isso, 3.5 é uma excelente nota, mas achei que a critica foi muito positiva e incoerente com um 3.5 dado.
ResponderExcluirTb achei que o filme não se preocupa tanto em levanta a bandeira de conscientização/alerta, tanto que Mark (Roney Villela) diz "as drogas são o que você quer, levam para onde você quer”.
O filme trata s drogas apenas como uma "porta" para um novo mundo e dando sim um alerta sobre os perigos mas nada grande.
Enredo e roteiro razoáveis, atuações muito boas e fotografia excelente, essa sim o ponto alto do filme em todos os momentos, me desculpa discordar, mas para mim o filme ta longe de ser uma produção que mereça um Oscar.
Gostei do blog, bom ver gente nova entrando nesse mundo, sucesso
Abraço.