sexta-feira, 8 de junho de 2012

X-Men: Primeira Classe



          Anos 60. Charles Xavier (James McAvoy) é formado em teologia e filosofia e realiza um trabalho de pós-graduação junto às Nações Unidas. Na univesidade de Oxford ele conhece Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), filho de judeus que foram assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Erik apenas escapou graças ao seu poder mutante de controlar metais, que permitiu que fugisse para a França. Ao término da guerra, Erik passou a trabalhar como intérprete para a inteligência britânica, ajudando judeus a irem para um país recém fundado, hoje chamado Israel. Charles e Erik logo se tornam bons amigos, mantendo um respeito mútuo pela inteligência e ideais do outro. Em 1965, Charles decide usar seus poderes psíquicos para ensinar jovens alunos mutantes a usarem seus dons para fins pacíficos. Nasce a Escola para Jovens Superdotados, gerenciada pelos dois amigos.


Críticas AdoroCinema X-Men: Primeira Classe

Avaliação: 5,0

De Roberto Cunha

    A vida é feita de escolhas e você deve ser responsável por elas. Este filme é um caso evidente da escolha acertada em começar tudo de novo e apresentar para o espectador a origem dos mutantes da Marvel. Para quem pensa em parar de ler o texto porque quadrinhos é coisa de nerd, a opção pode ser um erro porque trata-se de uma obra-prima do entretenimento, com conflitos consistentes e envolventes.

    Na trama, Charles Xavier (James McAvoy) tem poderes telepáticos, é um estudioso sobre a raça humana e segue a tese darwiniana da extinção dos menos evoluídos, enquanto Erik (Michael Fassbender), através de campos magnéticos, consegue manipular qualquer metal. A diferença é que o primeiro vê nos super poderes uma chance de ajudar no futuro da humanidade e o segundo enxerga neles um caminho para reviver um fantasma do passado: a segregação.

    Do outro lado, Sebastian Shaw (Kevin Bacon) é um ex-cientista do nazismo interessado em provocar um confronto entre Estados Unidos e a (agora extinta) União Soviética. O roteiro, malandramente, insere cenas verdadeiras (em preto e branco) do presidente Kennedy na televisão e o objetivo, claro, é situar você no cenário da histórica rixa entre as duas potências, mas dentro deste universo fantástico. A ideia funcionou e não ficou datada.

    Assim, durante as mais de duas horas de projeção, o espectador livre de preconceitos será envolvido por uma aventura bem amarrada, com ritmo, ótimos efeitos especiais, humor nos diálogos (mais ainda para iniciados) e, acima de tudo, um climão daqueles que deixam você ligado no próximo acontecimento. A trilha sonora incidental é marcante e digna de destaque, assim como Erik/Fassbender, que rouba a cena, apesar de outros personagens interessantes.

    Para a turma que gosta de observar referências (propositais ou mera coincidências), percebe-se Bastardos Inglóriosem cena de taberna argentina protagonizada pelo mesmo ator, Instinto Selvagem numa sala de interrogatório com Emma Frost (January Jones) e Homem-Aranha num quase beijo invertido entre Raven (Jennifer Lawrence) e Hank (Nicholas Hoult).

    Entre as curiosidades, além da rápida aparição de Logan (Hugh Jackman) na hora do recrutamento e seleção da equipe, foi legal "a festa estranha com gente esquisita" protagonizada pelos jovens mutantes, revelando seus poderes e procurando os nomes de batismo pelos quais serão reconhecidos futuramente. Bom também foi rever um bom ator pouco explorado por Hollywood, integrante de um clássico: Michael Ironside (Scanners - Sua Mente Pode Destruir). O mais intrigante, porém, vai para o nome Caspartina, que batiza o barco e o submarino do vilão. E a origem pode estar no "piloto" do longa, já que Matthew Vaughn tem dois filhos chamados Caspar e Clementine. Captou ?

    Portanto, mais do que apresentar uma simples história de vingança pessoal, de heróis e vilões, X-Men: Primeira Classeé filme de primeira (com trocadilho), digno do orgulho dos mutantes e imutável em sua plenitude. Programa imperdível. E que venha a sequência porque a "mágica" está só começando e cada um tem seus truques.

Informações adicionais

Título originalX-Men: First ClassCuriosidades4 curiosidades
DistribuidorFOX FilmesBilheterias Brasil2.730.458 ingressos
Ano de produção2011OrçamentoUS$ 160 milhões
Data de lançamento em VOD-Relançamento-
Lançamento do DVD-LínguaInglês, Alemão, Francês, Espanhol, Russo
Lançamento do Blu-ray-Formato de produção35 mm
CorColoridoFormato de áudioDolby, Dolby Digital
Tipo de filmelonga-metragemFormato de projeção2.35 : 1 Cinemascope

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Paraísos Artificiais | Produção Brasileira digna de Oscar

Um filme Brasileiro muito bem produzido e que é digno de criticas é "Paraísos Artificiais",  com um roteiro muito bem pensado, tráz a tona um assunto polêmico que está tão massificado na sociedade, o êxtase, Bala, MD e derivados. Vale a pena conferir.



Sinopse:

Erika (Nathalia Dill) é uma DJ de relativo sucesso e muito amiga de Lara (Lívia de Bueno). Juntas, durante um festival onde Erika trabalhava, elas conheceram Nando (Luca Bianchi) e, juntos, vivem um momento intenso. Entretanto, logo em seguida o trio se separa. Anos depois Erika e Nando se reencontram em Amsterdã, onde se apaixonam. Só que apenas Erika se lembra do verdadeiro motivo pelo qual eles se afastaram pouco após se conhecerem, anos antes.

Assista o Trailer:




Crítica:

 3,5De Roberto Cunha

O maior desafio para o produtor Marcos Prado, de Ônibus 174, Tropa de Elite e Tropa de Elite 2(os mais conhecidos), era estrear como diretor de ficção, livre do peso que essas obras pudessem jogar em suas costas. Afinal, a cobrança por algo de calibre semelhante, quer ele queira ou não, é um caminho natural. E a primeira coisa que dá para dizer de Paraísos Artificiais é mesmo não sendo tão forte como os outros, ainda assim existe algo em sua pegada que pode fazer efeito no público. Na história, um jovem se deixou levar pela ideia do dinheiro fácil para solucionar problemas difíceis e ao bancar a mula para traficantes internacionais acabou perdendo anos de sua vida atrás das grades. 

Já livre, ele vê seu irmão trilhar caminho parecido, fazendo com que reflita sobre seu passado sem imaginar que uma antiga paixão, também daquele mundo, se fará presente. Com uma narrativa não linear, o roteiro vai e volta no tempo para mostrar como os protagonistas Nando (Luca Bianchi) e a DJ Erika (Nathalia Dill), de certa (e toda) forma levados pelos amigos Patrick (Bernardo Melo Barreto) e Lara (Lívia de Bueno), mergulharam numa espiral de escolhas, movidas pela emergência. 

"De fato, esse é o maior alerta do filme e é assustador. Se o poeta Baudelaire dizia que a felicidade é feita de pequenos prazeres, os personagens megulham de cabeça nessa máxima através da experimentação (drogas novas ou um sexo a três), sem ligar muito para uma possível viagem ruim ou sem volta, seja ela psíquica ou física, como a morte. Para eles, o futuro é o agora."

Do elenco afiado, pululam personagens jovens, sobrando para o veterano Roney Villela o papel de "guru" infiltrado na horda festiva. Em função disso, são dele algumas frases bem humoradas, que podem incomodar os mais exigentes, achando-o caricato demais, esquecendo que esses coroas, que não "abandonam" a juventude, existem de verdade. Entre as curiosidades, uma ponta do diretor bancando um paizão boa praça e cabeça feita.

De Amsterdã ao nordeste do Brasil, o universo dos frequentadores de festas longas, regadas a drogas sintéticas, está bem retratado. Não será difícil para o espectador comum (não frequentador desses ambientes) se sentir levemente entorpecido por cenas de muito bom gosto, sem exageros estéticos e com boa dose de ousadia no quesito sexo. O mesmo acontece com a trilha sonora, em total simbiose com as sequências, capaz de convencer até mesmo os que não curtem o gênero "bate-estaca" tão comum nestes locais de pouco amor e muito ecstasy. 

Assim, essa produção dá seu recado com diálogos não muito longos e imagens sensoriais, que valem mais do que mil palavras.

Críticas AdoroCinema Paraísos Artificiais


Confira fotos | Making Of












Produtora Executiva
Produtor
Produtor

Roteirista
Roteirista
Montador
Diretor de fotografia

Distribuição brasileira (Lançamento)
Produção

Quer saber mais, acesse: http://www.facebook.com/williamvieiraoficial